quarta-feira, 29 de maio de 2013

Protesto contra aumento da passagem fecha a rua e abre caminhos

“Hoje a cidade acordou toda em contramão, homens, buzinas, sirenes, estardalhaços…”

Desde a greve dos motoristas de ônibus na semana passada, em Goiânia, vivemos um momento atípico. Uma manobra mal sucedida das empresas na última quinta feira,  2 de maio, de impedir a greve e fazer os usuários do transporte pagarem a passagem mesmo com o indicativo de paralisação, criou uma situação de caos no sistema de transporte da cidade. Milhares de usuários ficaram presos em terminais de ônibus, sem poderem voltar para casa nem sair ao trabalho, sujeitos às arbitrariedades da segurança armada contratada pelas empresas.
Goiânia 6

Nesse contexto, aconteceram vários protestos “espontâneos” contra a situação do transporte. No Terminal da Bíblia, passageiros invadiram a pista da principal linha da cidade, o Eixo Anhanguera, e vários ônibus foram depredados. Em pelo menos um terminal uma manifestação quebrou as máquinas de sitpass [*] e uma catraca. Com um fim de greve insatisfatório para os motoristas e que atiçou os usuários do transporte coletivo contra as empresas, até os principais meios de comunicação da cidade já estão praticamente fazendo campanha contra o provável aumento da passagem.
É muito comum ocorrer uma oposição entre motoristas e usuários — “Se eles ganharem mais, nossa passagem aumenta”; “se a passagem deles não aumentar, meu salário não aumenta.”. Nesta oposição reducionista pouco se sabe e pouco se discute sobre as relações do transporte público, que no final giram em torno de um objetivo: gerar lucros para as empresas que monopolizam este “comércio”. Diante da falta de transparência do transporte público em Goiânia, se justificam ambas as arbitrariedades: a com o usuário e com o trabalhador do transporte.
A segunda surpresa foi ver um ato simbólico se transformando em combustível nos ânimos dos manifestantes. Logo no início da manifestação, quando paramos no cruzamento da Avenida Goiás com a Avenida Anhanguera, os manifestantes queimaram pneus no meio do cruzamento e anunciaram que iam bloquear a via até que a nossa reivindicação imediata fosse concedida: a presença de um representante da Companhia Metropolitana do Transporte Coletivo (CMTC) para receber as nossas reivindicações. Com esse pontapé inicial, as pessoas se encarregaram de bloquear a rua, conversar com os transeuntes, manter a fogueira acesa no meio da avenida e organizar uns rudimentos de autodefesa e solidariedade. O microfone aberto, apesar de algumas confusões, também permitiu uma maior discussão dos temas, a manifestação de pessoas na rua apoiando o nosso movimento, e permitiu também que a fala não ficasse totalmente focada na “organização”, fazendo com que de fato a manifestação tivesse uma voz própria.
A chama acendeu os ânimos das pessoas que ali passavam junto com os que protestavam e de modo distinto da polícia que vigiava o protesto. Depois de uma prisão por conta de uma confusão causada pelos bombeiros, a polícia comum foi escorraçada para longe da manifestação. Tropas de choque e a cavalaria foram mandadas para as proximidades. Não nos intimidamos. Nem a polícia nem os gestores do transporte sabiam o que fazer, porque foram surpreendidos pela nossa demanda. Ao invés de irmos ao espaço da Companhia para discutir com eles, forçávamos os gestores públicos do transporte a vir discutir conosco no nosso terreno, na rua. Eles não queriam aceitar, mas também não podiam recusar, com o risco de parecerem pouco razoáveis, indispostos a um diálogo que nós, manifestantes, estávamos iniciando.
http://passapalavra.info/wp-content/uploads/2013/05/Goi%C3%A2nia-6-300x200.jpgA quarta surpresa foi mostrar a que viemos durante esta manifestação. Gritaríamos palavras de ordem, queimaríamos pneus, fecharíamos o trânsito. Mas, além da expressar revolta e indignação, não sairíamos do local até que a nossa demanda da presença de um representante do sistema de gestão do transporte coletivo fosse atendida. A demanda clara e cristalina unificou os manifestantes em torno de um objetivo, facilitou a compreensão do público de porque estávamos ali e até permitiu que a Polícia Militar (PM) viesse a se dobrar diante das nossas reinvindicações. Exigimos que a PM intermediasse o contato com a CMTC e fizesse com que o representante aparecesse para que a situação fosse resolvida. Inicialmente, diante da queima de pneus, a primeira resposta dos policiais foi a de que a repressão era inevitável e que a gente ia apanhar. Ao verem que a gente não ia sair de lá e que tínhamos uma demanda bastante clara, resolveram dialogar. Quem conhece a tradição da PM goiana de bater antes e perguntar depois vai perceber o ineditismo da situação.
A demora de chegar algum representante da Companhia, sendo estratégia ou não para dispersar o movimento, não surtiu efeito. A demora do tal representante que viria receber o documento não desanimou os manifestantes, pelo contrário, o tempo que ficamos ali serviu de muita conversa entre os manifestantes e com quem passava e queria saber “o que estava acontecendo”. Ao saber, apoiavam. Um grupo de pessoas paradas na calçada e moradores da região inclusive iniciou um abaixo-assinado na hora para demonstrar apoio à nossa reivindicação. A imprensa, toda no local, também procurava saber. Ao verem o apoio da população, a imprensa e a nossa disposição para resistir, a própria polícia resolveu jogar a responsabilidade de qualquer repressão em cima da Companhia: só haveria repressão se o órgão gestor do transporte se recusasse a dialogar com os manifestantes. Em determinado momento, enviaram alguém da CMTC que disseram que não veio por ter ficado com medo da manifestação; alguns diziam ser uma estagiária que a própria polícia dispensou, mas o que importa é que nenhum representante da CMTC estava lá para pegar o documento. Novamente, mostramos que de lá não sairíamos.
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Por volta de meio-dia, depois de 3 horas fechando a rua, de inúmeros rumores de que o choque e a cavalaria estavam descendo, finalmente entenderam que a gente não ia sair. A diretora técnica da CMTC chegou ao local para receber o documento. A fala da diretora, recebida com vaias, foi finalizada dizendo que ela ia encaminhar a carta aos espaços competentes solicitando os manifestantes a “voltarem para as aulas e pararem de atrapalhar o trânsito”.
O ato, com a sensação de um primeiro passo dado e uma pequena vitória conquistada, acabou ali, naquela fala em que alguém de um órgão do transporte pedia para que usuários voltassem às aulas e não atrapalhassem o trânsito. O que é um absurdo vindo de um gestor do transporte público, que deveria saber quem realmente impede milhares de usuários de irem para a aula, de irem para o trabalho, de irem tomar a cerveja naquele bar longe de casa, de irem ao cinema ou ao posto de saúde levar o filho. Com um pouco de honestidade, se não pudéssemos responder estas questões, ao menos entenderíamos que não eram os manifestantes os que deveriam voltar para suas aulas ou para o trabalho. E ainda mais, entenderíamos que, antes de repudiarem o fato de que, sim, atrapalhamos o trânsito por uma manhã no centro, é preciso refletir sobre quem de fato tem suas vidas cotidianas atrapalhadas pelo modo como o transporte coletivo se estrutura na cidade. Depois, nos jornais, as empresas do transporte responderam à nossa manifestação falando que “nem sequer se discutiu aumento”, o que, além de ser uma declaração mentirosa, demonstra que eles foram pegos despreparados pela nossa inciativa. Também não entenderam.
Os usuários e trabalhadores do transporte, em sua maioria, no entanto, entenderam muito bem o recado e os manifestantes saíram do ato com o sentimento de que logo mais os empresários e gestores públicos do transporte coletivo iam entender que nós não vamos aceitar mais. Que a cidade é de quem vive nela, de quem anda nela, não de quem lucra com ela. E que para mostrar isso nós tínhamos a capacidade de dobrar polícia, órgão público e a empresa que fosse. Mostramos. Agora que a coisa saiu do roteiro para todo mundo, usuários e empresas, o caminho está aberto. Depende de mantermos a iniciativa e a criatividade do movimento e continuar surpreendendo e criando alternativas de luta e organização. Convocamos outra manifestação para o dia 16, às 7:30 da manhã na frente do Colégio Lyceu, no centro. Veremos como vai se desenrolar. 

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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Roda viva.




"Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...


A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ..." - Roda Viva - Chico Buarque.



      Ultimamente a parte honesta e trabalhadora do Brasil tem se sentido "como quem partiu ou morreu", ninguém ouve a voz deste povo que suplica condições minimas para sobreviver. Todos os dias vejo trabalhadores sendo assassinados, roubados e humilhados e o governo nada faz para conter a criminalidade, mas esperar o que de um governo que esta ligado as FARC ??
    O povo se sente abandonado pelo governo, que não faz nada para melhorar a vida da população alem de dar esmolas. Não adianta dar bolsas, sem dar educação e cultura ,- "A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar..."- de nada adianta dar esmolas, isso torna a pessoa dependente do governo, não lhe da a liberdade de pensar, de contestar e discutir a realidade social, politica e econômica que vivemos.
    Os poucos que ainda ousam falar algo contra esta realidade, são chamados de loucos, burgueses, reacionários fascistas e etc, e por se cansarem de lutar sozinhos e em grande desvantagem numérica acabam se calando - "Mas eis que chega a roda viva, e carrega o destino prá lá...". Tenho pena do futuro do Brasil e do pobre brasileiro.

domingo, 5 de maio de 2013

sábado, 4 de maio de 2013

Retiro ao cidadão desde homérico mundo


Não quero Ser apenas mais um Jovem, Não quero Ser Apenas mais um cidadão ou DeMolay. Não apenas mais Um Homem Sem Projetos! Quero e preciso Não Apenas Tentar, Mais mudar Realmente essa Nação! Não precisa ser executada enquanto ainda pulsar em minhas veias, mais precisa mudar custe o que custar, no meu sangue não corre apenas descendências de quem já lutou contra o fascismo, e a justiça! Mais também o sangue de quem deve ter coragem de fazer o que poucos tiveram, de correr atrás da verdadeira liberdade, de tirar as vendas do nosso pobre povo cego... de sussurrar no ouvido de cada um, e abrir seus olhos dizendo o quanto cada um é importante, e o quanto eles merecem a verdade, a justiça, a dignidade de ter uma saúde que preze um trasporte publico digno uma segurança respeitosa, e os respeitosos lideres que sejam Todos Dignos aos olhos dos Homens de Bem.
O homem Deve Respeitar primeiramente os animais e o seu ambiente a sua volta... sendo assim não terá duvidas que nunca terá uma guerra perante a outro homem, se não respeitamos nem mesmo seres tão mais valiosos de sentimentos verdadeiros, e corretos como receberemos o respeito de nossos semelhantes, Não quero mais dar uma ou 5 moedas a um semelhante na rua esperando ajuda-lo em todas as sua necessidades, também não quero mais ver um filhote ser acolhido e ao mesmo tempo ver um fiel cão que amou seus donos a vida toda ser cruelmente judiado ou abandonado nas ruas, quero ver Pessoas Grandiosas ao ponto de dar suas vidas pelo próximo, mesmo que seja um Animal!!! pois todos tem o direito da Vida plena e varonil, repleta de amor e perseverança, pessoas que não só buscam a verdade mais também o conhecimento, que não briguem por uma causa fútil com um outro irmão, mais brinquem para ajudar uns aos outros, Sem ignorância, Sem orgulho, Sem Medo!!! Não serei apenas mais um. Mais mesmo apos deixar esse plano. Mesmo apos um coração para de bater aqui dentro. Espero que não tenha sido apenas mais um que não seguiu o rebanho, e sim aquele que se levantou e mudou. junto com vários outros dentro de uma nação Verdadeira.

Olhar de Hipócrea


Usar palavras para expressar um sentimento é muita ousadia?
sabendo-se que sentimento não se diz, Se sente. Sabe-se que não é o coração que guarda os sentimentos mas sim a alma.
Hipócrea quem diz que ama mas nunca amou de verdade. Sábios são aqueles que apenas ouvem e não dão conselhos aos que não sabem ouvir. Tolos são aqueles que colocam Deus em segundo plano. Digno é aquele que ouve e guarda a verdadeira palavra de Deus. Verdadeiro Digno da sabedoria suprema será aquele que encontrarem meus olhos o que não se acha em minhas palavras.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

1º de Maio , dia do trouxa.

     Hoje dia 1º de maio , se comemora o Dia do Trabalhador , seria um dia para comemorar e celebrar a dedicação do povo que constrói esta nação, porém este mesmo povo é roubado todos os dias por seus  representantes. Hoje deveria se comemorar no Brasil o dia do trouxa, como forma de parabenizar o povo que viabiliza a corrupção e toda a horda de crimes que assolam este país.
    Muitos sindicatos e associações de trabalhadores, irão usar esta data para reclamar da falta de atenção dos políticos com a classe trabalhadora. Porém estes mesmos sindicalistas, hoje não se lembram dos dias em que fizeram campanha para eleger "companheiros" como o  Paulinho da Força ( ex presidente da Força Sindical). Porém os companheiros depois de eleitos se esquecem dos trabalhadores, e não apresentam nenhum projeto de melhoria para o trabalhador. 
     Gostaria muito que todos os trabalhadores, quando estiverem hoje nos shows que vão acontecer em todo o Brasil, se lembra-sem do valor do salario minimo, das condições do transporte publico, da saúde  da segurança publica e de tudo que não funciona neste país e que vejam que não temos o que comemorar neste  1º de maio, a não ser a capacidade de ser trouxas por estarmos comemorando sem motivo para comemorar.